‘Os Touros, Como Os Melões, Até Que Não Correm, Não Sabe Como São’

“Os miuras são astados adequados pros fechamentos masificados, mas ou seja como o melão, não entende como é, até que você abre”. Victor Navas tem 34 anos e corre o fechamento desde há 5. Correr o fechamento, neste caso, não significa entrar na frente de um touro, mas, ao contrário, por trás.
Navas é um dos 11 pastores que a cada dia azuzan os morlacos desde a saída dos currais e zelam para que cheguem à praça o mais completos possível. “O toureiro se vai jogar a vida da tarde, portanto que, quanto menos for o touro pela estrada, e menos se lhe toque, melhor”. Não há pior coisa que um bicho toreado, e no fechamento de Pamplona não são poucos os que se acham os animais, mesmo que possa ser com lenços.
Camiseta verde, calça azul, sapatos de desporto e vara de fresno. Reconhecer um pastor entre a multidão do fechamento, mesmo em dias tão cheios de pessoas como o de hoje, é claro. Suado e ainda por corrida (os pastores se revezam a cada trecho, contudo a velocidade dos animais lhes obriga a estar em maneira), Navas explica que o de hoje foi um fechamento rápido e relativamente tranquilo.
Não teve que aplicar um corretivo com a vara, e a ‘pernas’ ou ‘estrangeiros’ que sabem como é a celebração só através promoções turísticas. Este riojano de nascimento e navarro de adoção é feito a um lado quando passam os cabrestos vassoura.
“Os mansos têm qualquer um a tua função e são treinados pra ela”. Precisamente, depois do foguete que sinaliza que entrou o último dos currais, Navas se muda pro beco da praça, junto à porta de toriles.
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A entrevista continua lá, presa apenas quando lhe chamam a areia pra guiar os bois, que recolhem a vaquilla. “No fechamento houve muita gente, entretanto qualquer coisa menos do que se aguardava, por ser encerramento-de-semana”. Interrompe a conversa de um rapaz americano que salta a barreira pânico e cai pro chumbo no chão do beco. Outro corredor é levado inconsciente em uma maca pelos voluntários da Cruz Vermelha. Retomou a conversa como se nada. Obviando que há centenas de pessoas numa arena, enfrentando, na sua maioria bêbados, as investidas de uma vaca.
“uma vez eu tive um susto, há dois anos se tornou um touro no beco, consegui fazer uma corridinha e acabou batendo com o testuz um companheiro”. Confirma-o o personagem, sem sequela alguma, a pedido de Navas: “Foi no dia 9, ‘Pelicano’ se chamava, um Fuente Ymbro, segundo do lote”. Abrem mais uma vez toriles.
Uma massa de porteiros forma abacaxi à espera de que salte da vaca. E o primeiro ferir se leva por diante a um bebê que antes neste momento dava despencar pelo coso. “Discriminar quem poderá correr em San Fermín e quem não é um diagnóstico muito árduo”, observa o pastor, apoiado na barreira.
Na Catalunha, além de seu partido, há imensa gente mais, senhor Homs. Estamos defraudando a comunidade. País Basco”. O candidato a presidente, que conclui mandando uma mensagem de unidade frente às discrepâncias. “Nós poderemos trabalhar juntos, não se conhece como nem ao menos quando.
